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Eleições fantasiosas
Mais uma vez estamos diante de um momento democrático, um momento onde podemos tomar a frente e decidirmos o futuro do país. Mas como agir perante políticos, corruptos e ladrões, que levarão a sociedade por quatro anos? É uma missão muito difícil, pois nossa luta, como eleitores, não é a de escolher a melhor pessoa para se votar, mas sim tentamos encontrar aquele que seja, entre os piores, o melhorzinho.
Nestas eleições estamos encurralados: temos o lado da extrema direita, pregando o capitalismo acima de tudo e do outro um partido de centro-direita mal representado. A única opção plausível seria a extrema direita, porém parece que os eleitores preferem se satisfazer com meios termos.

É comum, e já faz parte do cotidiano dos brasileiros, que noticias de escândalo sobre políticos sejam divulgadas na mídia a todo instante, podemos observar cenas inacreditáveis e provas contra esses “defensores e propagadores dos direitos dos cidadãos”. A vida do político deixou de ser centralizada no que ele está fazendo no cargo, passando a se dar valor ao grande espetáculo de sua vida particular, que vai desde sua campanha até sua vitória, muitas vezes em ordem cronológica. Mas porque votamos, ainda, nessas pessoas se sabemos sobre seus hábitos nada éticos? Essa é uma pergunta difícil de se responder. Talvez acreditemos que as propostas dos mesmos será cumprida, ou esperamos que a pessoa mude o mundo; somos cegos em vários momentos, sofremos com o mal da ilusão.
Um candidato se torna um ícone popular rapidamente e nesses momentos podemos ver transbordarem as fantasias eleitorais. A maneira mais simples de comprovarmos esta popularidade é usarmos o horário eleitoral como exemplo: quantas pessoas, desde crianças pequenas até adultos, se divertem com o horário eleitoral? Quantas risadas damos ao constatarmos que os candidatos estão fazendo “palhaçada” para nós? O quanto iremos perder se esta palhaçada for levada a diante para a câmara? Questionamentos simples que deveriam ser feitos por qualquer pessoa que pretenda eleger um desses ao cargo de no mínimo quatro anos.
Afinal, por que votamos se não levamos a sério? Não há como negar, somos reféns do sistema eleitoral, somos obrigados a votar, por isso exercemos a democracia.
Mas para encerrar, vamos imaginar a alegria de um candidato que se elege a primeira vez. Imaginemos que ele é idôneo, que não está corrompido, quanto tempo o poder e a ganância levariam para acabar com este político?
Reflita antes de dar seu voto!
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